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A introdução do Flamengo aos esportes eletrônicos e o que ele pode trazer para o competitivo

Após semanas de hype e “novidades em breve”, finalmente tivemos as informações iniciais a respeito da entrada do Mengão aos esportes eletrônicos. O interesse de clubes de esportes tradicionais ao competitivo virtual não é algo novo, tanto lá fora quanto aqui no Brasil, onde já tivemos diversos exemplos sobre o que fazer e o que não fazer para entrar em um campo tão diferente aos olhos dos que estão de fora.

Mas a coletiva de imprensa que aconteceu na sexta-feira (6) nos estúdios da Promo Arena, no Rio de Janeiro, mostrou que o Flamengo pretende caminhar uma jornada mais longa e comedida, com o intuito de “construir uma história no esporte eletrônico”, como Daniel Orlean, vice-presidente de marketing do Flamengo, disse em sua apresentação.

A primeira grande surpresa é o Flamengo querer focar naqueles que estão correndo atrás do sonho de serem jogadores profissionais de League of Legends, conhecidos por estarem no notório tier 3, espaço onde vimos grandes competidores começando, disputando em qualificatórias ao redor do Brasil, entrando no Circuito Desafiante e por fim, participando do CBLoL. Com a Seletiva Flamengo eSports, que começa na terça-feira (10), poderemos ver concorrentes dos elos mais diversificados, com a promessa da organização Rubro-negra preparar esses jogadores para um futuro mais organizado e competente.

Outro fator importante é o time principal de League of Legends do Flamengo entrar pelo Circuito Desafiante, fazendo valer as palavras de Orlean. Ao entrar pelo Circuitão em 2018, o Flamengo demonstra que quer fazer o mais difícil, sabendo muito bem que é necessário adquirir experiência antes de disputar no CBLoL e correr atrás dos títulos que tanto almeja.

Mas as novidades não acabaram aí. Flamengo também pretende ir contra o molde preestabelecido de gaming houses em prol de um local focado especialmente para o trabalho. Intitulado gaming office, o jogador terá a sua própria residência para viver a sua vida, separando a caótica e intensa rotina de trabalho que um profissional de eSports se submete. As gaming houses são frequentemente um tema de discussão entre a comunidade e especialistas, e a premissa de separar a vida profissional e a pessoal com a gaming office pode ser bastante positiva.

Para fechar o plano, Flamengo contratou os streamers Sheviii, Manajj e Cabritoz para se integrar na comunidade. Streaming sempre foi uma força motriz para as organizações terem um engajamento que não fica apenas por conta dos jogadores, influenciando e trazendo um público cada vez maior para elas.

Com a administração do projeto sendo realizada pelo Gabriel Duarte, da Cursor eSports, o Flamengo fez uma declaração importante com as suas ações. A mensagem é clara, talvez não tão satisfatória para aqueles que estavam esperando anúncios estrondosos, mas com certeza é bastante robusta, algo que não vemos tanto por aí. Sem pegar atalhos, o Rubro-negro quer criar uma base sólida o bastante para suportar a divisão recém criada e expandir sobre ela, seja com novos times em outros jogos já consolidados, como o próprio PES 2018, dando esta volta completa que mescla a paixão pelo esporte em ambos cenários competitivos.

Agora resta saber como tudo vai funcionar quando vermos em ação. 2018 promete ser um ano recheado de novidades para o cenário competitivo nacional e a entrada sólida do Flamengo nos deixa ainda mais excitados para tudo que acontecerá nos anos que virão.

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