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Coluna do Tonello #4: Qual é o Preço do Show?

Emoção! É disso que se trata o eSport. Todos os detalhes, movimentações e jogadas, no fim das contas, se traduzem nos tons emocionados dos narradores. E Overwatch leva esse conceito ao seu máximo, não sendo incomum ouvir nossos queridos Gruntar e Vecet gritarem surpresos com algum lance ou incrédulos de terem presenciado a maestria (ou sorte) de algum jogador.

Porém, a base da análise do jogo e o objetivo da maioria das equipes é conquistar a vitória sem que momentos de alta tensão sejam necessários. Basicamente, embora a diversão proporcionada pelo jogo seja o principal combustível para todos os participantes de um campeonato, o que leva uma equipe ao grande prêmio é uma campanha vitoriosa e, de preferência, sem stress. Aqui entra o conceito de Meta Game – estratégias e escolhas mais fortes e com maior efetividade no momento atual do jogo – e todas as táticas criadas para surpreender o inimigo e realçar os pontos mais fortes do time, ou seja: Toda teoria criada no jogo é para que o sucesso seja tão iminente e confiável a ponto da equipe não precisar se preocupar com possíveis testes para cardíaco.

Então… se alguém erra a execução da tática está imediatamente perdido, correto? Não! Eis que aparecem os nomes que brilham nas rodadas, os detentores da surpresa (ou da raiva) alheia: Os Clutch Players (conhecido também como sortudo fi duma mãe em Português ou Xiter lixu em Criancês)!

Em tradução livre, seria o ‘jogador oportunista’, que se aproveita de um cenário específico para fazer o que não era esperado, tanto por conta da dificuldade da jogada ou pelo momento da partida. É a autodestruição que mata no mínimo dois adversários, a lâmina do dragão que ganha a luta 1 vs 4, a barreira de som no timing perfeito, a bomba eletromagnética que mata os suportes, enfim… Várias são as possibilidades de uma Clutch Play ocorrer, ainda mais no Overwatch que é altamente frenético e possui a característica praticamente única de ser extremamente difícil tomar conhecimento de tudo que está ao seu redor.

Tais jogadores são importantíssimos para a equipe, entretanto podem ser considerados uma faca de dois gumes, ainda mais em se tratando do cenário profissional de Overwatch, no qual os jogos requerem alta performance a todo momento. Inconsistência no decorrer de uma série – é aqui que mora o perigo. Há players que costumam manter uma média de atuação, impacto na partida, visão de jogo e KDA (Kill/Death/Assist) trazendo o bônus da surpresa para afundar ainda mais o time inimigo. Porém, depender dos holofotes acenderem em cima do seu time sem ter certeza e confiança na performance de um jogador em um momento ‘normal’ da série pode ser uma aposta cara demais, principalmente no alto nível de Overwatch.

Portanto, fique esperto: Normalmente os MVPs vão para os que mantêm o nível e estão sempre com a mão estendida à vitória, não para os que aparecem singularmente durante o jogo. As Clutch Plays são importantes? Muito! Todo mundo gosta de ver? Claro!! Mas cuidado para não empolgar demais e deixar a carga andar, literalmente!

Gosta de algum jogador com essas características? Apostaria em um Clutch Player ou um jogador mediano porém consistente? Vamo trocar essa ideia! Principalmente no Twitter, onde fico mais ativo – @tonellotv. Esperovocêsnapróxima e atémais!

Felipe “Tonello” Souza é caster e analista de Overwatch. Quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, você lerá um novo texto do Tonello no site da Promo Arena. Você pode acompanha-lo no Facebook, Twitter, Twitch e YouTube, assim como nas transmissões do Overwatch Campeonato Brasileiro.

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